Localizada da Rua Balduino Taques n. 775, esquina com a Rua comendador Miró.
Processo: 25/2001

A família Justus, de origem russo-alemã, fundou juntamente com outras famílias da mesma origem como – Hilgemberg, Holzmann…, a Colônia Guaraúna em Entre Rios. Nessa colônia eram penas russos-alemãs luteranos que poderiam morar. Mas havia outras colônias sendo criadas na mesma época, e que eram compostas por russos-alemãs de religião católica romana, também colônias, e que eram compostas daqueles imigrantes tanto da religião luterana como da católica romana, tais como Dona Gertrudes, Botuquara, Tavares Bastos, Neves, Dona Luiza…

A distribuição de terras destinadas aos colonos, era feita por determinação do ministro da Agricultura, Sr. Jesuíno Marcondes, e também cada agricultor recebia uma quantidade de sementes para ao menos garantir a subsistência das famílias, entretanto a área destinada a cultura do trigo.

Após terem conseguido uma boa situação econômica com a atividade agropecuária em Entre Rios, a família Justus veio para Ponta Grossa e iniciou-se no comércio de atendimento dos carroções russos vindo do Oeste, transportando vários produtos, principalmente a erva mate. Mas tarde partiu para outros ramos da indústria, particularmente a banha de porco, como a fábrica de Banha Vitória, d Felipe Justus e a Fábrica de Banha Odile, de Cristiano Justus Jr.

A antiga Casa comercial Justus, sociedade entre Augusto Justus e Leopoldo Roedel, este imóvel possui valor estático visível, pois destaca-se em meio a modernidade de que caracteriza atualmente a Rua Balduíno Taques e mais ainda, por sua importância histórica no contexto econômico e social em que Ponta Grossa moldava seu desenvolvimento no início dos anos 20.

Augusto Ribas possuía nesse estabelecimento comercial, que era exportador e importador, ferragens em geral para a construção civil, sistema de água e esgoto, louças, vidros. Comercializava no atacado e varejo, tendo por isso status de empório, pois atendia a Casa Osternack e outros, a demanda da cidade com artigos considerados de qualidade que a população exigia.

Segundo fotos e propaganda encontradas no Álbum do Paraná do ano de 1927, a Casa Justus & Comp. Desfrutava de fama em todas suas especialidades.

A prosperidade e o status se estigmatizavam no que se refere a construção, uma vez que o prédio possui dois pavimentos, e que revelava o sucesso econômico de seus proprietários e o destaque estético. E não menos importante, a sua contribuição para movimentação e expansão que o prédio deu a Rua Balduíno Taques, que foi decisiva para que o comércio crescesse, pois era na Avenida Vicente Machado (Rua do Comércio), que se concentravam as casas comerciais na década de 1910. Então, do estilo arquitetônico em voga na época, e mais ainda a importância história para o desenvolvimento econômico e social e não pode passar despercebida na hora de efetivar o tombamento do prédio.

Fontes:

Álbum do Paraná, 1927

Jornal da Manhã, 28 de setembro de 1997

Acervo Casa da Memória