Imóvel da Rua Ermelino de Leão
(Indústrias Wagner S/A)
Processo: 92/2001

A indústria constitui-se um Complexo de Construções, que foi inaugurado em 28 de setembro de 1943, em forma de uma sociedade por cotas de responsabilidade limitada, com a denominação de Indústrias Wagner & Evaldo Ltda, tendo como ramo de produção, compensados para forma de concreto.
Em novembro de 1944 mudou a razão social, quando o controle de capital dos negócios da empresa passou integralmente à Família Wagner, vindo a chamar-se Indústrias Wagner Ltda, adquirindo forma jurídica de sociedade por ações a partir de 1955.
Em 1972, as Indústrias Wagner S/A instalaram uma fábrica em Manaus /AM. Esta unidade, somando-se da América Latina. Os produtos acabados eram comercializados em uma central de vendas em São Paulo, sendo 50% para comércio interno e 50% exportados para Dinamarca, Reino Unido, Guiana Francesa e Oriente Médio.
Já em 1983, vendeu o controle acionário para a Eternit S/A (empresa de fibrocimento), tornando-se então, Wagner S/A, com objetivo de solidificar sua posição de grande produtora de compensados para formas de concreto.
A Wagner S/A foi uma das primeiras indústrias do Paraná a implantar um Projeto de Reflorestamento, preservando as florestas e aproveitando racionalmente a madeira. Em ponta Grossa- Fazenda Jarau (município de Cantagalo) e Manaus- Fazenda Suara (município de Beruri), localidades em que as Indústrias Wagner estão presentes, são aplicados tais Projetos. Nas fazendas, são também desenvolvidos programas sociais para a população.
Atualmente, a serraria encontra-se desativada, porém a indústria mantém atividades fabricando painéis revestidos de fibra e cimento.
Quando a procedência da família Wagner, esta veio da Alemanha. Merece destaque um de seus membros, Paulo Wagner, que nasceu naquele país em 1890. Cursou escola de pintura e, aos dezoito anos de idade imigrou para o Brasil, residindo inicialmente em Curitiba e posteriormente fixou-se na cidade de Ponta Grossa.
Paulo produzia artisticamente retratos, paisagens, bem como executava trabalhos em madeira. Ele foi o responsável pelas pinturas inteiras do Centro de Cultura, da Vila Hilda (Fundação Cultural Ponta Grossa) e da Capela do antigo Hospital 26 de Outubro. Faleceu em 12 de julho de 1969.

Pesquisadoras- Isolde Maria Waldmann e Claudine Cavalli Fontoura.
Supervisora- Isolde Maria Waldmann.