Rua Balduíno Taques n° 1150
Processo: 06/2001

O Reservatório de água da cidade de Ponta Grossa, está situada entre as Ruas: Francisco Ribas e Barão do Cerro Azul, e foi construído na gestão do Prefeito Cel. Theodoro Batista Rosas, sob a responsabilidade do engenheiro Dr. Álvaro de Souza Martins, da firma Martins & Carvalho, que construiu o reservatório e as barragens da represa dos rios Mandioca e Cascavel, ambas inauguradas em 1914.

Para construir o reservatório de água da cidade, foram realizados estudos topográficos, sendo escolhidos a segunda colina, estando a quatro metros acima do nível da Praça Floriano Peixoto escolhido a segunda colina, estando a quatro metros acima do nível da Praça Floriano Peixoto, em seu ponto mais alto. A caixa d’água foi elevada a mais de três metros de altura, com essa diferença de nível, o respectivo reservatório de distribuição, permitiu abastecer os prédios, os edifícios e todas as casas de ambas as colinas.

O reservatório de água da cidade é um conjunto de benfeitorias, com dois pequenos edifícios onde ficam alojadas as máquinas para a distribuição de água, tendo a capacidade para um milhão de litros e é dividido em dois compartimentos distintos.

Para consolidar o solo onde se acham fundados esse reservatório foi implantado estacas de concreto espaçadas de 2 em 2 metros no sentido longitudinal e transversal, considerados á partir dos muros de perímetro.

Toda a construção foi executada em concreto armado, sendo as suas armaduras constituídas de vigas duplas em forma de T, espaçadas de 2 em 2 metros e fixadas com lâminas de metal. Os muros de perímetro e o divisório estão apoiados em colunas de concreto armado.

A cobertura, também de concreto armado, é formada de abobadilhas de plano sustentadas por colunas de ferro fundido distribuídos de 2 em 2 metros. As duas casas de manobra têm dimensão para comportar os aparelhos necessários á regularização e fiscalização dos serviços de distribuição de água. As linhas de distribuição

Sobre a cobertura do reservatório, foi colocado uma grande camada de terra, onde está construído o jardim, cuja entrada se faz pela lateral esquerda. Esse jardim era um local de visitação pública, atraídos pela vista panorâmica da cidade e pela beleza das flores, conforme o artigo de 19 de junho de 1917.

“A caixa de abastecimento de água está se enfeitando com o crescimento de plantas ornamentais que lhes dão poético e atraente aspecto. Tem tons de frescura e alegria. Dado o magnifico panorama da cidade que dali se desfruta é este um ponto que está destinado a ser preferido para os passeios de nosso povo”.

Em 1912 a população urbana da cidade estava estimada em 8.000 mil habitantes, com o surto de desenvolvimento e o aumento da população nas duas décadas seguintes, a água captada pela represa nos Rios Mandioca e Cascavel já não supria o grande consumo. Em 1939, o abastecimento passou a ser realizado a partir da captação do Rio Botuquara.

Em 1956 foi construída a barragem para a captação de água do Rio Verde, para reforçar o abastecimento em Ponta Grossa. Com a expansão urbana gerou demanda cada vez maiores de água, e foi implantado o projeto Alagados, em novembro de 1965. Para esse fim criou-se o Serviço de Águas e saneamento de Ponta Grossa SAS-PG em 06 de dezembro de 1965, administrada diretamente pela Prefeitura Municipal.

O Projeto Alagados foi concluído e inaugurado em 15 de setembro de 1969.

A partir de 1975 a SANEPAR assumiu os serviços públicos de saneamento básico em Ponta Grossa, administrando-os até a presente data.

Fontes:

Acervo Casa da Memória: Jornal Diário dos Campos, 19 de junho de 1917

Acervo Casa da Memória: Álbum do Paraná

Acervo Casa da Memória: Jornal Diário dos Campos – 1913

Acervo Museu Campos Gerais: Álbum de 1927 – Fotos do reservatório

Acervo Casa da Memória: Jornal Diário dos Campos de 19 de junho de 1917

Pesquisadora: Isolde Maria Waldmann – Seção de Pesquisa e Arquivo. COMPAC