Rua Santos Dumont n° 755/759, esquina Av. Vicente Machado.
Processo: 16/2001

Inicialmente no terreno que era antiga farmácia Catedral havia duas casas de madeira de propriedade de Manoel Silvestre da Luz que, em 1925, as vendeu para o Atanagildo Amaral de Almeida.

O Sr. Atanagildo era natural de Ponta Grossa, nasceu em dia 17 de julho de 1882 e casou-se com o Maria Marcedes de Almeida, de cujo matrimônio tiveram os seguintes filhos: Maria Balbina (Marita), Nice, José Carlos, Gertrudes e João.

Tem o seu nome ligado á história ponta-grossense pelos serviços prestados. Como político atuou nos seguintes cargos: Juiz distrital, vereador, vice presidente da câmara Municipal, inclusive assumido a presidência por diversos anos, foi suplente e juiz de Direito da Câmara  de vereadores, sendo por último, membro e secretário do diretório do partido republicano Paranaense em Ponta Grossa.

Como farmacêutico profissional soube conquistar a confiança e o crédito da população ponta-grossense pelo esmero e competência adquirida ao longo do tempo em que exerceu sua profissão. Iniciou a sua carreira na antiga Farmácia Solano em 1895, onde foi empregado por seis anos, tendo ali seguido pra São Paulo, continuando no mesmo ofício por sete anos.

Licenciou-se pela diretoria do serviço Sanitário de São Paulo, e logo a seguir estabeleceu a sua primeira farmácia em Jaguariaiva no ano de 1906, mantendo-se por três anos como farmacêutico. “Transferiu o seu estabelecimento em 1909 para Ponta Grossa onde se instalou a acreditada e importante Farmácia Minerva, sito á Rua Santos Dumont esquina com a Avenida Vicente Machado.”

Com a vida da Cia. Minerva, fundada em Curitiba, para Ponta Grossa na década de 1920 o nome da então farmácia de Atanagildo Amaral de Almeida foi modificada para Farmácia Alpha, conforme o Álbum do Paraná de 1927.

No ano de 1927 foi dado ínicio á construção do novo prédio de acordo com a planta existente na Casa da Memória Paraná. Após a sua morte, em 1943, ocorreu a partilha do imóvel entre os herdeiros.

Ao longo de sua história, o prédio foi ocupado por muitas farmácias, pois foi construído por Atanagildo para esta finalidade. Teve diversos inquilinos e recebeu várias denominações. Conforme o Álbum de Ponta Grossa de 1976 o estabelecimento comercial ali instalada denominava-se Farmácia Catedral, mantendo tal nominação até hoje.

O imóvel contém dois pavimentos, ambos de alvenaria, destinados a residência (parte superior) e comércio (parte inferior), sob os números 163 e 171 com frente para a Av. Vicente Machado, e 755 e 759-A com frente para a Rua Santos Dumont.

Fonte: Certidão de registros de imóveis – 1° Ofício, com Jus in ré.

Livro de registro de Cobrança de Impostos Predial da Comarca Municipal de Ponta Grossa, 1907 á 1911.

OLIVEIRA, Itacil Ferreira de. Álbum de Ponta Grossa. Ponta Grossa: Gráfica Planeta Ltda., 1976.

Planeta da casa. Acervo Casa da Memória Paraná.

Registro de Imóveis – 2° Ofício, matrícula n° 29.708

SILVA, Adar de Oliveira e. Álbum de Ponta Grossa: gestão do Prefeito Albary Guimarães. Curityba: Impressora Paranaense, 1936.

TRINDADE, José Pedro (org.). Álbum do Paraná. Curityba, 2 ed., vol. I, 1927.

Pesquisadora: Daniele Pereira da Silva

Supervisora: Elizabeth Johansen Capri.