Imóvel Rua Ermelino de Leão esq. Rua Paraíba, nº 1565
(Antigo Armazém de Secos e Molhados)

Processo: 82/2001

Imóvel edificado no ano de 1928, sendo o Sr. Max Vosgerau o construtor. Propriedade do Sr. Leonardo Szesz, que trabalhou na RVPSC e posteriormente abriu uma casa de comércio (armazém de secos e molhados) no loca. O mesmo casou-se com Sra. Vitória Stachoviak Szesz, sendo ambos imigrantes poloneses, cuja família procede da cidade de Varsóvia.

Leornardo era filho de Ludovico e Maria Szesz. Seu pai montou a primeira indústria de madeira serrada na região de Ponta Grossa, bem como foi proprietário da também pioneira fábrica de torrefação e moagem de café, localizada na antiga Praça São João (hoje Praça Barão de Guaraúna), sendo que o mesmo foi homenageado, tornando-se nome de uma rua situada no Parque do Café.

Ludovico Szesz Neto, um dos filhos do Sr. Leonardo, casou-se em 1947 com uma descendente de espanhóis, Sra. Paula Fraguas Szesz. Ele, como seu pai, também trabalhou no comércio, possuindo uma relojoaria. Faleceu há sete anos.

Sra. Paula Fraguas Szesz é membro da “Confaria das Mães Cristãs da Catedral de Sant’Ana de Ponta Grossa” e da “Associação das Damas de Caridade”, sendo elas uma das mulheres que transmitiam a escritura do terreno desta associação para a Santa Casa de Misericórdia, na década de 1970.

Rua Ermelino de Leão

A Rua Ermelino de Leão, antiga Rua Industrial, onde foram construídas as primeiras fábricas que impulsionaram o desenvolvimento de Ponta Grossa. A primeira fábrica da cidade foi instalada no final do século XIX, a “Matte Leão”, que beneficiava erva-mate- propriedade de Ermelino de Leão, político do Paraná. Este local tornou-se estratégico, pois situava-se à margem esquerda da linha da Estrada de Ferro, o que facilitava o transporte de produção.

Em 1906 foi fundada a indústria de beneficiamento de madeira e das caixas de propriedade de Theodoro Kluppel que fazia comércio externo com outras cidades e estados. Inicialmente a fábrica produzia caixas e mais tarde passou a fabricar outros produtos, sempre com a mesma matéria-prima, a madeira. Após a morte de Theodoro Kluppel a sua esposa D. Olinda e seus filhos assumiram os negócios.

Com a instalão de indústrias no Bairro de Olarias, houve o crescimento da urbanização, sendo construídas muitas residências, e em consequência ao grande número de trabalhadores, foram instalados os armazéns de secos e molhados, como o do Sr. Leonardo Szesz, que localizava-se no imóvel em questão.

Pesquisadora- Isolde Maria Waldmann