Imóvel da Rua Santos Dumont, nº 700 (Casa Amarela)

Antiga companhia Ponta-Grossense de Telecomunicações

Processo: 62/2001

O funcionamento da telefonia no Brasil iniciou-se em 1877 com o primeiro aparelho telefônico instalado no Rio de Janeiro, na casa comercial “O Grande Mágico”, ligando esse estabelecimento ao quartel do corpo de bombeiros.
Os antecedentes oficiais do atual sistema de telecomunicações de Ponta Grossa remontam ao do próprio Estado do Paraná, que teve em 18 de março de 1882 a expedição do decreto Imperial nº 8.460, em que o imperador D. Pedro II deu permissão ao engenheiro da Corte N. Koln para assentar linhas telefônicas nas cidades de Santos, Ouro Preto, Curitiba e Fortaleza. Esse decreto caducou por ter vencido o prazo de seis meses para o início dos trabalhos de assentamento das linhas telefônicas.
Tais linhas só foram implantadas no Paraná em 1886, na cidade de Paranaguá, estabelecendo ligações entre os escritórios comerciais do município. Em 30 de setembro de 1897 inaugurou-se as linhas telefônicas em Curitiba, ligando o Palácio da Presidência do Estado à Secretaria de Polícia, ao Quartel do 3º Regimento de Artilharia e à Estação da Estrada de Ferro.
Inicialmente o prédio da rua Santos Dumont nº 700, abrigou a Companhia Pontagrossense de Telecomunicações, sob a firma de Prosódio Cunha e Cia., instalada para exploração de serviços públicos de telefonia. Essa foi a primeira companhia telefônica do interior do Paraná, teve início em 28 de setembro de 1908, com uma central de apenas 144 aparelhos instalados e 225.000 metros de alcance, estendendo-se aos distritos de Conchas e Ipiranga. Em 1911 a prestação de serviço foi estendida à cidade de Castro. A partir de então firma concessionária adaptou-se as necessidades de mercado, constituindo a Empresa Telephônica do Paraná, transformada mais tarde em Companhia Telefônica do Paraná, e em 20 de outubro de 1927 em Companhia Telefônica Paranaense Ltda., com 400 aparelhos.
Em 1963 a Cia. Telefônica Nacional – CTN – detinha a concessão da exploração do serviço em Ponta Grossa, sendo também a concessionária para outros municípios paranaenses dentre os quais Curitiba e Paranaguá.
Em 1964 sentindo que a demanda de telefones fornecidos pela CTN estava sendo reprimida e a necessidade da modernização, acompanhando a automatização que se vinha verificando nos serviços de telefonia no Brasil, os meios empresariais e políticos de Ponta Grossa iniciaram um movimento no sentido de dotar a cidade de telefones automáticos. A sugestão aceita foi a da criação de uma Companhia Mista Municipal, que previa a constituição de uma sociedade de economia mista destinada à exploração dos serviços públicos de comunicação telefônica urbana.
O imóvel abrigou também outros estabelecimentos comerciais, atualmente é ocupado pelo Foto Carlo De Mário. O terreno compreende um sobrado de alvenaria destinado para comércio sob os números 700 e 710, com frente para a sua Santos Dumont e um depósito com frente para a rua Dr. Colares nº 126. Os atuais proprietários são: Paulo Roberto Stolz, Jefferson Carlos da Cruz e sua mulher Adriane Stolz da Cruz.

Pesquisadora: Daniele Pereira da Silva
Supervisora: Elizabeth Johansen Capri