Rua Doutor Paula Xavier n° 743
Processo: 19/2001

Em 1947, chegou a Ponta Grossa o médico Milton Lopes com uma nova concepção de saúde e queria introduzi-la, principalmente no modo de pensar das pessoas que tomavam decisões e trabalhavam na área da saúde em Ponta Grossa e segundo a qual uma nação para conseguir sias finalidades, ou seja, avançar no crescimento econômico e social elevando o nome da nação sem nenhum empecilho, á saúde deveria estar em primeiro lugar, sendo acompanhada desde a infância, ou mais ainda, no período de gestação. O Dr. Milton Lopes com a ajuda de Fernando Bittencourt, provedor da Santa Casa, fizeram um ambulatório na própria Santa Casa.

A ajuda do Rotary Club Ponta Grossa com material e incentivo, fez com que a dedicação e boa vontade do Dr. Milton Lopes e outras pessoas se concretizassem mais tarde num hospital com sede própria. Também em 1940 com auxilio filantrópico de senhoras da sociedade, foi fundada a Associação de Proteção á Maternidade e á Infância, criando o Hospital da Criança em um prédio na Rua Cel. Dulcídio em 24 de abril de 1940. Seu funcionamento era mantido pela Prefeitura Municipal e pelos rotarianos e a Santa Casa se comprometia em fornecer medicamentos.

Em novembro do mesmo ano, Rodolpho Osternack, comerciante e fazendeiro, doou um terreno de sua propriedade – Chácara Osternack – para construção de um hospital mais amplo, e em 1942 o Hospital da criança é inaugurado a Rua Paula Xavier com o nome de Hospital Infantil Getúlio Vargas, passando na década de 1950 a pertencer ao Estado do Paraná, o qual se incumbiu das despesas de pessoal e material.

Essa época foi caracterizada por varias construções com a visível finalidade de ressaltar principalmente para a sociedade, o progresso econômico e social, pois tratava-se de um hospital destinado ao público carente que por sua vez era alvo das epidemias que se disseminavam nessa época e acreditava-se que muitas doenças vinham através da ferrovia, que foi o suporte do desenvolvimento de ponta Grossa até a década de 1950.

A partir disso, começou a brotar na cidade um cuidado no que se refere a higiene e a saúde. E a vacinação foi o agente modificador que resultou essa melhora.

Aquela região fazia parte de um conjunto de chácaras, a maior de Rodolpho Osternack, mas com a invasão de muitas residências, a região começou a se urbanizar, principalmente no prolongamento da rua Dr. Paula Xavier até a Vila Estrela, onde havia muitos moradores que reivindicavam obras de melhoria para facilitar o acesso aquela região, permitindo a expansão comercial e residencial no local. O Hospital Getúlio Vargas e Maternidade Sant’Ana passaram a ser estratégicos para a valorização dessa região forçando a pavimentação e o calçamento.

Apesar de sua contribuição a população, com o tempo suas funções foram sendo sucateadas devido a sérias dificuldades desde questões materiais como também de recursos humanos, e no final dos anos 80 foi o auge dessas crises, mas tal fenômeno acontecia em escala nacional, resultando mudanças em todo o sistema de saúde brasileiro.

Em 1997 o Hospital Getúlio Vargas foi transferido para a Rua Joaquim de Paula Xavier passando a se chamar Hospital Infantil Getúlio Vargas de Oliveira (prefeito de Ponta Grossa de 1947 a 1951). Durante a gestão do Prefeito Paulo Cunha Nascimento, e desde então o prédio em questão é ocupado pela Terceira Regional de Saúde, que é responsável pela promoção de projetos e serviços para atender a população, como especialização médica no tratamento de doenças infectocontagiosas, controle de epidemias e preservação, medicina sanitária e intermediador de repasses de verbas do Ministério da Saúde para as secretarias municipais da região.

Portanto, o tombamento do prédio deve-se ao fato da importância do hospital não apenas em termos da melhoria da saúde, uma vez que provocou mudanças no comportamento da população, mas também na contribuição que proporcionou aquela região.

Fontes:

Álbum de Ponta Grossa – 1963

Acervo Casa da memória

Referências Bibliográficas:

PEDROSO, Maria Lourdes Osternack. Uma história para nossa gente. Gráfica Planeta, 1990. Pesquisadora: Carla Scariote