Até o ano de 1880, os moradores de Ponta Grossa eram sepultados no “Cemitério São João”, que situava-se na região onde está localizada a Praça Barão de Guaraúna. Porém, com o crescimento da população, bem como pelo fato de o campo-santo estar em uma área central da cidade, o então Prefeito Municipal juntamente com a Câmara de Vereadores, optou pela determinação de uma área maior e mais retirada para abrigar o cemitério. O local foi escolhido situava-se em área de campo fechado, que pertencia a uma fazenda.

Em 12 de outubro de 1890, o novo campo-santo foi inaugurado, sendo denominado “Cemitério São José”, mas ainda no ano anterior, os restos mortais das pessoas sepultadas no “São João” já haviam sido retirados do local.

O Comendador Augusto Lustosa d’Andrade Ribas foi o administrador das obras, e o responsável pela construção do muro do cemitério e também o primeiro zelador foi o Sr. Nicolau Ferigotti, que exercia as profissões de funcionário público e pedreiro (tenha sido ele o construtor de inúmeras capelas do “São José”).

Posteriormente o Cemitério foi ampliado, e a faixa do terreno localizada em frente ao portão principal recebeu o nome de “Largo Professor Collares”; e o então prefeito municipal Albary Guimarães, em março de 1938 autorizou a construção de um arruamento com jardim central neste terreno.

O Cemitério São José configura-se como um dos mais importantes campos-santos de Ponta Grossa, tendo atualmente sua localização inserida em uma das ruas mais movimentadas da cidade, tornando-se, inclusive, ponto de referência.

O cemitério possui diversos túmulos das mais variadas arquiteturas e religiosidades, onde ao passar pelo local podemos descobrir um pouco da história local, como por exemplo o túmulo de Domingos Ferreira Pinto (Barão de Guaraúna) e o de Corina Antonieta Pereira Portugal (Corina Portugal).

  • Texto (adaptado): Claudine Cavalli Fontoura e Isolde Maria Waldmann.